Mãe de anjo: como lidar com a dor de perder um bebê?

Atualizado: Jan 18


A perda precoce de um filho é como uma constante “presença-ausente” na vida da mãe.


Essa perda é vivenciada como a morte do “nós”, mãe-bebê, e todo o planejamento que envolve a criação de um filho. Ocorre a morte de um mundo partilhado.


Ao mesmo tempo, haverá sempre a presença desse filho que se foi.


Muitas mulheres vivenciam tanto dores emocionais, como uma dor insuportável ou sensação de desespero, quanto dores físicas, como a sensação de peito inchado, dolorido e dificuldade de respirar.


Em alguns casos, a dor se materializa e as mães podem andar curvadas, como se carregassem toda a dor da perda nas costas.


Mas como lidar com essa dor, muitas vezes, indescritível e imensurável?


É importante que esse vínculo construído entre a mãe e o bebê seja ressignificado.


Muitas pessoas tentam desconstruir essa relação, porém essa mãe vai ser sempre mãe daquele filho.


Isso significa que ela sempre carregará as lembranças desse filho e de todo o planejamento, mas aprenderá a olhar para as lembranças e planos de uma forma diferente.


Dessa forma, terá tranquilidade de pensar nesse bebê e terá a segurança que não vai esquecê-lo e nem negar que ele existiu um dia, mas ele se tornará uma presença diferente na sua vida.


O seu bebê se tornará uma memória menos dolorida e mais linda, de potência de transformação, de aprendizado e de lembranças positivas.


Um caminho para trabalhar o luto e a dor da perda é a psicoterapia, que poderá ser um espaço de acolhimento para lidar com as lembranças e os sentimentos que esse bebê traz, além de ser apoio emocional para atravessar o medo, a angústia e a saudade de tudo aquilo que foi planejado, mas não realizado.



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